CARBOXITERAPIA
É o sonho de consumo de todas as mulheres. Um tratamento de beleza que promete em menos de dois meses acabar com estrias, celulite, flacidez e gordura localizada. Sem risco de efeitos colaterais e com o único inconveniente de provocar um pouco de dor, vermelhidão e um leve inchaço na pele. Mesmo assim, incômodos que desaparecem logo depois da aplicação. Atual coqueluche das clínicas de beleza européias e americanas, a carboxiterapia, que chegou há pouco tempo no país é a nova aposta de especialistas brasileiros na área de medicina estética para tratar não só o corpo, mas também o rosto. A técnica também ajuda, por exemplo, a eliminar olheiras e pequenas rugas em volta dos olhos. “A carboxiterapia estimula a circulação sanguínea e a produção de colágeno o que melhora a qualidade da pele como um todo”, explica a dermatologista Renata Roxo, Felow em Cirurgia Dermatológica no Mount Sinai Medical School de Nova York e diretora do Dermagrupo, centro de dermatologia no Rio de Janeiro.
A Carboxiterapia, como o próprio nome sugere, consiste na aplicação de injeções de gás carbônico (CO2) medicinal na camada subcutânea da pele. A técnica é feita com um aparelho que permite ao médico controlar a dosagem e a velocidade do fluxo de gás. Seu princípio é tão simples que pode ser considerada como uma espécie de ovo de Colombo da medicina estética. O próprio organismo se incumbe de combater o excesso de gás carbônico liberando no local da aplicação uma grande quantidade de oxigênio que, por sua vez, vai estimular a circulação sanguínea, queimando as células de gordura, aumentando a produção de colágeno e dissolvendo as toxinas e o excesso de líquido retido nos tecidos. O resultado, depois de cerca de 15 aplicações, é uma pele mais firme e lisinha, livre de celulites ou estrias.
Cirurgiã plástica e diretora da Sociedade Brasileira de Laser, Audrey Worthington, dona da Audrey Clinic em São Paulo, comprou um aparelho de carboxiterapia há quatro meses e testou nela mesma a novidade. “Apliquei no meu bumbum e gostei bastante do resultado. É uma técnica que tenho usado muito. Principalmente, como complemento da lipoaspiração. Nos casos em que depois da intervenção fica ainda um pouquinho de gordura localizada, dissolvo-a com a carboxiterapia”, diz. Ela conta que está animadíssima com o novo método porque a melhora é muito rápida. Principalmente, no tratamento da flacidez. “Na terceira aplicação é possível notar a diferença. Já para celulite e estrias os efeitos aparecem um pouco mais tarde”, afirma.
A carboxiterapia, na verdade, é uma técnica antiga. Surgiu nos anos 30, na França, na estação de águas termais de Royat, quando um grupo de cardiologistas começou a usar o CO2 em pacientes com arteriopatia periférica (má circulação nas pernas e pés). Mais tarde, descobriu-se que o gás carbônico também era eficiente no tratamento dos mais diferentes tipos de úlceras de pele. Até hoje, na Europa, a carboxiterapia é utilizada pelo sistema de Saúde Público para tratar doenças do aparelho circulatório.
Seu uso na área de medicina estética é bem mais recente. Começou a se intensificar no finalzinho dos anos 80, início dos 90, quando o método passou a ser mais pesquisado. Hoje, tanto a Sociedade Italiana quanto a Sociedade Americana de Carboxiterapia, as mais importantes no gênero, estão empenhadas em apoiar e elaborar pesquisas científicas que confirmem a eficiência da técnica tanto para o uso estético quanto para o tratamento de doenças.
Recentemente, o departamento de cirurgia plástica da Universidade de Siena, na Itália, concluiu estudos comprovando que o método não tem efeitos colaterais. A prática já vinha demonstrando isso. Desde 1983, por exemplo, 402 mil pessoas se beneficiaram sem problemas da carboxiterapia na estação de águas de Royat, que até hoje continua a oferecer o método para seus clientes. “Por precaução, a técnica só não é recomendada para grávidas e quem sofre de insuficiência renal e respiratória grave”, explica a dermatologista Renata Roxo.
O nosso próprio organismo produz gás carbônico, cerca de 200ml por minuto quando em repouso _ quantidade que fica dez vezes maior se realizarmos algum tipo de esforço físico. O CO2 é também utilizado com segurança como contraste em endoscopias e angiografias em volumes altíssimos que podem chegar até 5 litros por minuto. Numa sessão de carboxiterapia, normalmente, são injetados apenas entre 20 a 100ml de CO2 por minuto. O volume vai depender da área do corpo que vai ser tratada.
O gás pode ser aplicado nas pernas, braços, barriga, rosto e, até mesmo, na região entre o pescoço e o queixo para ajudar a acabar com a papada. As injeções, que dão a sensação de uma leve picada seguida de forte calor, liberam o gás carbônico que pode se espalhar por um diâmetro de até 20 cm. E, como o CO2 se dissolve 20 vezes mais rápido do que o oxigênio, rapidamente ele é eliminado pelo organismo. “A pessoa pode sair da sessão e ir direto malhar que não vai sentir nenhum incomodo. Tanto o inchaço quanto a vermelhidão que surgem na hora do tratamento somem pouco tempo depois”, garante a dermatologista Renata Roxo.
Os médicos recomendam no máximo 20 sessões, que podem ser feitas até três vezes por semana. Novas aplicações só são aconselháveis com um intervalo de, no mínimo, seis meses entre cada tratamento. Mas os especialistas são unânimes em afirmar: a carboxiterapia não opera milagres. Ou seja, seus efeitos não duram para sempre. “E se a pessoa não mudar seus hábitos alimentares e começar a praticar algum tipo de exercício físico os problemas vão retornar tão rapidamente como foram embora”, afirma Audrey Worthington. Principalmente, segundo ela, nos casos de celulite, considerada atualmente uma doença crônica que requer cuidados contínuos.
Fonte: Vogue


15 de Julho de 2008 @ 23:53
achei o máximo! vou pocurar um dermatologista para maiores informacoes
15 de Julho de 2008 @ 23:54
achei o máximo!